Década e meia após ter cunhado o pejorativo à plebe comunopetista, colunista comemora a “expulsão” da gangue do poder…

A resistência venceu. Ao longo dos anos de contínua depredação da verdade e da lógica, soubemos manter as nossas instituições e reagimos com a devida presteza todas as vezes em que eles tentaram mudar os códigos do regime democrático. Não estão mortos. Não estão acabados

Em mais uma matéria (supostamente irônica e crítica à plebe comunopetista) publicada em seu blog na Veja, Reinaldo Azevedo afirma:

15 anos depois de criada a palavra, os petralhas estão no olho da rua

A resistência venceu. Ao longo dos anos de contínua depredação da verdade e da lógica, soubemos manter as nossas instituições e reagimos com a devida presteza todas as vezes em que eles tentaram mudar os códigos do regime democrático. Não estão mortos. Não estão acabados…

E ele continua em seu monólogo:

Quinze anos depois de eu ter criado a palavra “petralha” para designar as práticas dos petistas em Santo André, lá se vão eles. Morrem com retrato e com bilhete, mas sem luar, sem violão. Sei muito bem o peso de enfrentá-los ao longo dos anos. Hoje é fácil. Felizmente, os grupos de oposição ao petralhismo se multiplicaram. E ninguém corre o risco de morrer de solidão por enfrentar a turma. Alguns o fazem até por oportunismo. Outros ainda porque farejam uma oportunidade de negócios. O tempo que depure as sinceridades, as vocações, as convicções. Não serei eu o juiz.

Não, imagina… Só o juiz não, o tribunal inteiro, incluindo os jurados, promotores, advogados de defesa, meirinho, carcereiro, etc… Se bobear a trindade de instâncias em uma pessoa só. E só à espreita de uma oportunidade de virar de lado. E ela virá, cedo ou tarde, ao seu tempo… Seu texto certinho, com métrica escolhida não engana um olhar atento…

Mas deixemos a fraude intelectual do blogueiro prosseguir, tentando angariar simpatias aqui e ali…

Sinto-me intelectualmente recompensado. A razão é simples. Desses 15 anos de combate, 10 estão no arquivo deste blog, vejam aí. Houve até um tempo em que um blogueiro petista sugeriu à grande imprensa que tentasse investigar quem eram e como viviam os leitores desta página. Afinal, integrávamos o grupo, dizia ele, dos apenas 6% que achavam o governo Lula ruim ou péssimo. E é claro que os companheiros tentaram transformar a repulsa ideológica ao partido num crime.

A recompensa intelectual não se confunde, nesse caso, com vaidade. A minha satisfação não decorre de ter antevisto a queda dos brutos. Isso seria fácil. Em algum momento, claro!, eles cairiam, ainda que fosse pelas urnas. O meu conforto deriva do fato de que, então, eu não via fantasmas quando apontava a máquina formidável de assalto ao estado que se havia criado. Ela se destinava não só a enriquecer alguns canalhas como a assaltar as instituições.

Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu exagerava! Ah, quantas vezes tive de ouvir que a palavra “petralha” designava, na verdade, um preconceito! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu criminalizava no PT o que considerava normal e corriqueiro nos outros partidos! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu estava a serviço do tucanato! Essa última acusação, diga-se, em tempos mais recentes, também ganhou as hostes da extrema direita caquética, que precisava que o PT fosse um monstro invencível para que sua ladainha impotente e escatológica continuasse a se alimentar da paranoia dos tolos.

Não, coitado, quem de nós o julgaria de outra forma? Com certeza, você não foi apenas recompensado, mas regiamente recompensado com 2 livros de críticas ao monstro do “petralhismo” populista, amplamente vendidos e distribuídos pelo país afora (ou talvez seja a raiva enrustida de os ver igualmente distribuídos gratuitamente pela internet, como souvenir conquistado à esperteza marota de quem quer criticar o adversário usando luvas de pelicas, ou estamos enganados?).

Como se fosse impossível não distinguir, apesar de todo o texto prosaico – e de toda essa fala empolada, típica de acadêmico trotskista, (não é mesmo, prezado “social-democrata“?), de adulador adestrado da tucanalhada, da “direita liberal alternativa” com a qual a “esquerda moderada” (até parece, não é?) prefere dialogar e não com a direita real e conservadora, esta adormecida e entorpecida dentro do peito dos milhões de brasileiros iludidos e há muito, com essa farsa burlesca de mais de 30 anos de “democracia restaurada” (na verdade, o mais perfeito engodo de nossa história recente, cada vez mais evidente aos olhos do cidadão mais e mais atento…)

Mas prossigamos com a leitura do engodo, digo, do monólogo (chato como o autor, diga-se de passagem)…

E, no entanto, as coisas estão aí. Os petralhas foram derrotados por sua alma… petralha! Porque a maioria dos brasileiros pôde, afinal, enxergá-los como eles de fato são.”

(Será que alguém está realmente querendo angariar para si mesmo, o crédito exclusivo de ter “aberto os olhos” do povo brasileiro? Seria muita pretensão se não fosse a mais pura e idiota das arrogâncias desse tucanalha abjeto e enrustido… – Nota do Arauto)

Não! A palavra “petralha” nunca designou apenas uma caricatura a serviço do embate ideológico. Os petistas adorariam que assim fosse. A máquina de propaganda esquerdista tentou até criar o contraponto à direita, que seriam os “coxinhas”. Mas foram malsucedidos no intento. Porque, afinal, de um coxinha, pode-se dizer o diabo. Mas uma coisa é certa: coxinha, em nenhuma de suas acepções, virou sinônimo de ladrão

Marilena Chaui, aquela, pode achar um coxinha reacionário, preconceituoso, abominável… Mas não tenho a menor dúvida de que ela confiaria sua carteira a um coxinha e jamais a deixaria à mercê de um de seus pupilos petralhas.

(Nesse ponto, sou obrigado a concordar que eles não confiam mesmo em seus pares, apenas na frente das câmeras, apenas para manterem as aparências. Não vou fazer comparações por aqui, porque temos muitos outros exemplos similares. Deixo ao julgamento de meus leitores, sobre quem mais podemos por nesse saco de gatos. Ou seriam GATUNOS? Vai saber…)

E prossegue o colunista/blogueiro:

José Eduardo Cardozo e os demais petistas se zangam quando se diz que Dilma caiu pelo “conjunto da obra”. No seu entendimento perturbado do mundo, entendem que se está admitindo que ela não cometeu crime de responsabilidade. Trata-se, obviamente, de uma mentira. Sim, o crime foi cometido, mas é fato que ele não teria sido condição suficiente, embora necessária, para a deposição. Foi, sim, o jeito petralha de governar que derrubou a “governanta“, aliado a uma brutal crise econômica, derivada, diga-se, desse mesmo petralhismo: não fosse a determinação de jamais largar o osso, a então mandatária teria tomado medidas para evitar o abismo. Ocorre que ela não devia satisfações ao Brasil, mas ao projeto de poder, tornado realização, que havia se assenhoreado do estado e que vivia de assaltá-lo.

A resistência venceu. Ao longo dos anos de contínua depredação da verdade e da lógica, soubemos manter as nossas instituições e reagimos com a devida presteza todas as vezes em que eles tentaram mudar os códigos do regime democrático. Não estão mortos. Não estão acabados. Estão severamente avariados, e cumpre aos defensores da democracia que sua obra seja sempre lembrada como um sinal de advertência. Até porque, a exemplo de todas as tentações totalitárias, também a petista tem seus ditos intelectuais, seus pensadores, seus… cineastas

As candidatas a Leni Riefenstahl do petismo, sem o mesmo talento maldito da original, não conseguiram fazer a epopeia do triunfo; então se preparam agora para fazer o réquiem, na esperança de que o ressentimento venha a alimentar o renascimento.

E depois desse texto, que foi o sumo da chatice empolada de acadêmico (mal-disfarçado) esquerdista enrustido, eu vou tomar um cafezinho para relaxar e tentar colocar os meus neurônios em ordem. É muita presepada supostamente intelectual, vomitada em forma de texto, para bater em cachorro morto, com crítica requentada… Aliás, citar a cineasta propagandista dos ideais nazistas foi a cereja do bolo das presepadas do trapaceiro redator…

E para fechar o blefe contextual, segue o autor das mal-traçadas:

Vem muita coisa por aí. Não completamos nem o primeiro passo da necessária despetização do estado. O trabalho será longo, vai durar muitos anos. Não temos como banir os petralhas da política, mas é um dever civilizacional combater suas ideias, enfrentá-los, resistir a suas investidas – e pouco importa o nome que tenham.

Publiquei ‘O País dos Petralhas I‘.Publiquei ‘O País dos Petralhas II‘. Anuncio aqui, para breve, fechando o ciclo, o livro ‘Petralhas Go‘.(*) Acabou. Eles perderam. A democracia venceu.

Eu avisei não foi? Esse cara não passa de um narcisista, vai ver foi por isso que quis virar âncora de programa de TV-rádio online no YouTube e internet: ele deve gostar muito de ouvir a própria voz… E deve se achar uma sumidade catedrática na arte da filosofia, da sociologia, da economia e da crítica política. Nos assombra tamanha sapiência. Mas aplicando oportunamente a tag: #SQN!

(*) Esse livro nunca saiu dessa frase. Deve ter caído no esquecimento ou ele mudou o foco e a mira da metralhadora giratória de abobrinhas vitupéricas. Vai saber…

Texto original de Reinaldo Azevedo – Fonte: Veja

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