Itália tem um registro de quase 1.000 mortes em 24 horas

Na Itália, caixões são levados ao interior de uma igreja - Foto: Claudio Furlan/LaPresse via AP

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Caixões são alinhados na igreja de São José, em Seriate, Bérgamo, Itália – AP Photo/Antonio Calanni

A polícia italiana está utilizando drones para monitorar o cumprimento do estado de emergência pelos cidadãos, no momento em que o país contabiliza a morte de quase mil pessoas em 24 horas.

Trata-se do pior balanço diário a nível global desde o início da pandemia do coronavírus. No total, na Itália já morreram mais de 9 mil pessoas.

O ministro italiano da Defesa, Lorenzo Guerini, fez uma videoconferência com algumas unidades hospitalares, para ouvir diretamente “aos profissionais da linha da frente”. Lorenzo Guerini disse que está consciente da dificuldade com a qual estão operando, em um nível de emergência inédito. 

Várias empresas italianas, entre elas a Armani e a Gucci, estão produzindo máscaras e desinfetantes.

O diretor executivo da Venture Life, Gianluca Braguti, disse:

Hoje a nossa capacidade é de cerca de 20 mil unidades por dia de frascos pequenos e de mil unidades de frascos grandes para hospitais… É uma fórmula que desenvolvemos em 2004 para o problema da SARS e readaptámo-nos em três dias, seguindo os requisitos da OMS.

Esta sexta-feira, o Papa fez uma oração especial pelo fim da pandemia.

Prefeito de Milão

A região mais atingida é a da Lombardia, onde fica a cidade de Milão. Lá, houveram em torno de 5.402 mortes.

No dia 22 de março, durante uma entrevista à TV RAI, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que errou ao divulgar, no fim de fevereiro, um vídeo que dizia que a cidade não pode parar.

Ele afirmou à RAI no domingo (22):

Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título “Milão não Para”. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente, errado.

"Ainda não chegou o pico"

As infecções de coronavírus na Itália não atingiram seu pico, disse Silvio Brusaferro, chefe do Instituto Superior de Saúde do país nesta sexta-feira (27).

Brusaferro disse:

Não atingimos o pico e não passamos dele.

Ele disse que há, no entanto, sinais de uma desaceleração no número de pessoas que estão ficando infectadas, o que sugere que o pico não está longe. Depois disso, os novos casos vão entrar em tendência visível de queda.

Ele afirmou, em uma referência à aderência dos italianos às restrições ao movimento impostas pelo governo:

O nosso comportamento vai influenciar em quão íngreme vai ser a queda, quando ela começar.

Mortes na Espanha

A Espanha é o segundo país da Europa mais atingido pela pandemia. Lá, já ocorreram 769 mortes nas últimas 24 horas. Ao todo, são 4.858 mortes.

Roberto Carlos Teixeira
Autor: Roberto Carlos Teixeira

Escritor, autor, pesquisador, autodidata. Autor de vários sites de pesquisa, webmaster, profissional multifuncional da área tecnológica, um investigador da política e da gestão pública! Conservador, monarquista e genealogista por hobby. Um apaixonado por História Antiga e Origens dos Povos.

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