Bovespa fecha em queda nesta terça e tem pior mês em mais de 20 anos

O Ibovespa recuou 2,17%, a 73.019 pontos. No acumulado de março, bolsa registrou o pior desempenho mensal desde agosto de 1998. No ano tombo, é de 36,86%.

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, recuou nesta terça-feira (31) e encerrou março com o pior desempenho mensal em mais de 20 anos. A última sessão do mês foi marcada por mais incertezas em razão dos efeitos da pandemia da Covid-19 na economia.

O Ibovespa recuou 2,17%, a 73.019 pontos. Veja mais cotações aqui. Na mínima, a bolsa marcou 72.385 pontos. Na máxima, foi a 75.511 pontos.

Empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado em março

As empresas listadas no principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, perderam R$ 1,187 trilhão em valor de mercado em março, mês em que a Bovespa registrou a sua maior queda desde agosto de 1998.

No acumulado de 2020, as 281 companhias de capital aberto perderam R$ 1,561 trilhão, segundo dados da Economatica.

Petrobras lidera a lista de empresas que mais perderam valor de mercado em março, com queda de R$ 160,4 bilhões no período. Logo depois da estatal, estão o Itaú Unibanco (R$ 75 bilhões), Bradesco (R$ 73,2 bilhões),Banco do Brasil(R$ 54 bilhões), Santander (R$ 45,2 bilhões) e Ambev (R$ 41,2 bilhões).

Já no ano, as maiores perdas são: Petrobras (R$ 223 bilhões), Bradesco (123 bilhões), Itau Unibanco (116 bilhões), Ambev (R$ 106 bilhões) e Santander (R$ 81 bilhões).

Operador do mercado financeiro olha para tela de cotações da Bovespa - Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Com o desempenho desta terça, a bolsa acumulou queda de 29,9% em março, marcando o pior desempenho desde agosto de 1998 (recuo de 39,55%), quando o Brasil lidava com os impactos da crise da Rússia. Em 2020, o tombo já é de 36,86%.

O mercado financeiro hoje

As bolsas da Europa subiram nesta terça-feira (31), mas registraram o pior trimestre em quase 18 anos após uma brutal liquidação na esteira do surto do coronavírus.

No trimestre, o índice STOXX 600 perdeu 23%, ou US$ 2,8 trilhões, com uma grande quantidade da queda ocorrendo em março.

As principais bolsas da Ásia fecharam o último pregão do mês em alta. Os índices da China, porém, marcaram o pior trimestre desde 2018.

Veja os principais destaques do dia

  • Dólar: fechou em alta de 0,31%, a R$ 5,1960
  • Bovespa: fechou em queda de 2,17%, a 73.019 pontos
  • Bolsa de Nova York (Dow Jones): fechou em queda de 1,84%
  • Bolsa de Londres: fechou em alta de 1,95%
  • Bolsa de Frankfurt: fechou em alta de 1,22%
  • Bolsa de Paris: fechou em alta de 0,40%
  • Bolsa de Madri: fechou em alta de 1,88%
  • Petróleo WTI: fechou em alta de 1,94%, a US$ 20,48
  • Petróleo Brent: fechou em queda de 0,09%, a US$ 22,74
  • Bolsa de Tóquio: fechou em alta de 0,88%
  • Bolsa de Xangai: fechou em alta de 0,11%
  • Bolsa de Seul: fechou em alta de 2,19%
  • Bolsa de Singapura: fechou em alta de 2,69%
  • Bolsa de Sydney: fechou em queda de 2,02%

Últimos destaques

  • Federal Reserve (BC dos EUA) anunciou uma linha de recompra temporária de títulos do Tesouro dos EUA detidos por bancos centrais e outras autoridades monetárias. Com a medida, o Fed coloca mais dólares nas mãos dessas entidades, oferecendo liquidez aos mercados.
  • atividade industrial da China expandiu inesperadamente em março após um colapso no mês anterior, mas analistas alertam que uma recuperação durável no curto prazo está longe de ser garantida já que a crise do coronavírus afeta a demanda externa e ameaça a economia. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) subiu para 52 em março ante a mínima recorde de 35,7 em fevereiro, acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.
  • inflação nos 19 países que usam o euro caiu a 0,7% de 1,2% em fevereiro sobre o ano anterior, com a queda nos preços do petróleo, sinalizando o início de uma possível espiral desinflacionária uma vez que as contenções em resposta ao coronavírus provocam um dramático enfraquecimento da atividade econômica.

Variação do Ibovespa em 2020

Queda persistente

“Os preços perderam qualquer referência”, resumiu o gestor Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital.

No último mês, o “circuit breaker“, mecanismo que suspende as negociações quando o Ibovespa registra quedas expressivas a partir de 10%, foi acionado seis vezes, refletindo preocupações com os efeitos da pandemia do Covid-19 mas economias. 

Mesmo após uma bateria de medidas globais de estímulos econômicos e notícias melhores sobre desenvolvimento de vacinas e testes, março e o primeiro trimestre também terminaram com uma série de incertezas, principalmente sobre os efeitos econômicos.

Conforme o ritmo de contágio não mostra sinais de alívio e medidas de confinamento vêm sendo prorrogadas, continua incerto o efeito final na atividade mundial, bem como o momento da recuperação das economias.

Coronavírus e franquias: JC Semenzato explica o que fazer com os negócios na crise

Com o isolamento provocado pelo coronavírus, franquias de setores como turismo, alimentação e serviços já enfrentam uma crise. Como franqueadores e franqueados podem lidar com esse cenário? Para responder a dúvidas deste seguimento o InfoMoney realizou uma entrevista com José Carlos Semenzato, presidente da SMZTO – uma das maiores holdings de franquias do país. 

A rede é dona de marcas como Instituto Embelleze, Espaçolaser, OdontoCompany, L’Entrêcote de Paris, Oakberry, entre outras. São mais de duas mil franquias que juntas faturaram R$ 2,4 bilhões em 2019.

A entrevista aconteceu no Instagram do InfoMoney e faz parte de uma cobertura especial do podcast Do Zero ao Topo para falar sobre gestão de negócios em tempos de crise. A live é apresentada por Letícia Toledo, que comanda o podcast.

Como ficam os Fundos Imobiliários na crise, as empresas que estão contratando e mais

O conflito entre Bolsonaro e os governadores de diversos estados deve continuar refletindo na Bolsa nos próximos dias.

Mas os gestores não perdem tempo e já foram às compras. Cotistas de fundos imobiliários não estão mais felizes do que quem investe em ações, já que seus proventos estão fortemente prejudicados – principalmente no setor de shoppings.

Entre os empresários, a pandemia é um assunto recorrente, e as estimativas de perdas são imensas. Mas também temos empresas contratando. Setores como alimentos, tecnologia, farmacêutico e até varejo têm vagas abertas, com processo seletivo adaptado. Esses são os temas desse InfoMonday, que traz informações antecipadas para a sua segunda-feira.

Saiba mais:

Fonte: G1

Roberto Carlos Teixeira
Autor: Roberto Carlos Teixeira

Escritor, autor, pesquisador, autodidata. Autor de vários sites de pesquisa, webmaster, profissional multifuncional da área tecnológica, um investigador da política e da gestão pública! Conservador, monarquista e genealogista por hobby. Um apaixonado por História Antiga e Origens dos Povos.

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